sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

10 dicas ducas de como dirigir um ônibus em São Paulo

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Alguns motoristas vem de terras longíquas e encontram na crescente metrópole, uma oportunidade de emprego que não pode ser desprezada, afinal cresce a cidade e mais transporte coletivo é sempre necessário.

Entretanto, sua maneira conservadora de digirir a bagaça pode ser um tiro no pé. Então, segue abaixo um guia que auxiliará esses cavalheiros a obter o máximo por um mínimo:

1 - Passageiro é como gado, não se incomode com eles, todos se espremerão lá dentro sem reclamar.

2 - A cidade anda rápido, então ande mais rápido ainda. As placas de velocidade máxima permitida são pura decoração natalina (de natais passados).
3 - Sinal vermelho é só pra paulista, você pode passar, afinal quem é o trouxa que irá se meter na frente de um coletivo?
4 - Nunca pare perto da guia, isso ajuda as velhas a treinar salto em distância para as próximas olimpíadas, mesmo que sejam as paraolimpíadas.
5 - Fique atento nas funkeiras gostosas, elas adoram um motorista de ônibus, você pode se dar bem ao dar pinta do seu status.
6 - Deixe seus amigos entrarem pela porta de trás, assim eles não precisam pagar a estúpida passagem.
7 - Seja amigo do cobrador, ele pertence ao STR (Sindicato dos Trabalhadores Redundantes) e por mais que ele ganhe para dormir o dia inteiro (já que todo mundo tem bilhete único), ele sempre estará por perto.

8 - Não deixe de participar de corridas com outros veículos, elas são excitantes, dignificam o espírito e trazem um panorama lúdico às vidas monótonas dos imbecis dos passageiros.
9 - Evite parar em todos os pontos, mesmo que alguém faça sinal. Isso faz de você uma pessoa previsível e sem graça.
10 - Pare ao menos uma vez por viagem, para uma cerveja com os amigos, isso ajuda os passageiros a descontrair no contato com a vizinhança.

Espero te sido útil na árdua tarefa de ajudar na educação no trânsito de nossa caótica cidade.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

This is it, Michael Jackson no IMAX

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Provavelmente esse é um dos assuntos mais comentados dos últimos tempos, fico até sem jeito de contar minha experiência ontem a noite ao assistir "THIS IS IT", o filme que nos apresenta o homem Michael Jackson em sua plenitude artística.
Esse post teria uma série de "como disse fulano, como disse cicrano", afinal é impossível eu ter visto algo que só eu vi, não é mesmo? Chega a ser ridículo. Então vou contar o que eu senti.

Senti dó. Senti pena de ver que agora não mais será possível termos MJ criando, imaginando, amando, dançando e contraternizando como ele fazia antes de virar parte do elenco permanente de seu próprio Thriller.
Michael foi um grande artista, um gênio de sua música, um virtuoso de sua criação e isso é um fato inquestionável, aliás é a única coisa que realmente me interessa saber a respeito dele.

Claro, o filme foi feito por gente que amava Michael e não poderia deixar de ser uma obra onde você vê "seu lado bom", mas é difícil acreditar que possa haver algo mais que "não deva ser mostrado" no filme, a não ser aquilo que a imprensa se cansou de explorar ao longo dos anos para transformar em notícia baseado nos eventuais escorregos corriqueiros desse impressionante músico.

Confesso que me deu vontade de soltar algumas lágrimas, mas não porque o filme apela para pieguisse, ao contrário, o filme é uma obra reta, uma obra honesta que mostra uma pessoa no exercício pleno de sua profissão. Poderia mostrar a vida de um motorista de empilhadeira e a sensação seria a mesma: transparência.

A experiência de ver o filme em uma tela de oito metros de altura por 14 de comprimento é um detalhe (obrigatório) à parte, que nos coloca frente a frente a melhor (e única) maneira que nos restou de ver MJ em ação.

Vá correndo, mas antes entre no ingresso.com.br e compre seus ingressos antecipadamente escolhendo o lugar onde você vai sentar e de preferência no meio e em uma das três últimas fileiras, pois como disse o Maurício Saldanha (olha eu aqui), se você não ver na tela grande, poderá se arrepender mais tarde.

Ah, o desenho no início do post é do cartunista Wagner Muniz.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Santa Evita - Sim, existe vida após a morte

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Terminei de ler o romance de Tomas Eloy Martines com essa impressão, já que a narrativa que envolve o nomadismo do cadáver da maior lider espiritual que a Argentina já teve, Eva Perón é simplesmente impressionante. Apesar da Argentina ser um pais fronteiriço com nossas terras, sabemos pouco sobre o que ocorre ou ocorreu com os hermanos.

Adoro esse tipo de narrativa que recria uma realidade baseada em fatos reais e o livro de Tomas Eloy Martines não fica atrás. Num clima de suspense e humor negro, ele nos surpreende com revelações quase impossíveis de acreditar sobre a tudo o que envolveu a morte de uma mulher que simplesmente se tornou grande demais para caber dentro de seu caixão.

Evita foi embalsamada, foram feitas mais três cópias do cadáver e tudo isso rodou o mundo, na mão de muita gente que simplesmente se fascinava por Ela e principalmente por o que Ela significava. Não sou crítico de livros, apenas adoro ler e o lugar desse não é na estante, é em suas mãos.

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Julie e Julia, uma delícia

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Ah, Joãozinho.... você não sabia que tenho assistido um montão de filmes da 33ª Mostra Internacional de Cinema que está rolando aqui na No-Smokinglândia?
A receita é usar o Google Agenda para organizar os horários dos filmes, comprar ingressos antecipadamente no ingresso.com.br e chegar no mínimo meia hora antes na fila para garantir lugares aceitáveis para ver na tela grande, maravilhas como a Meryl Streep em uma deliciosa perfomance onde ela é uma dona de casa que, sem ter muito o que fazer, decide fazer um curso de culinária que termina se transformando num livro.

A história é real, Julia Child existiu, assim como a outra protagonista Julie Powels (Amy Adams), a blogueira que decide em tempos atuais, fazer as 525 receitas do famoso livro de Julia em um ano e registrar tudo em um blog. As duas nunca se conhecem, são histórias paralelas em tempos distintos, mas há um delicioso sincronismo entre elas.

Meryl está maravilhosa como sempre, me dá até vontade de entrar para algum fã-clube dela ou então comprar o livro de receitas e fazer ao menos uma das 525 (era isso?).
Vai entrar em cartaz no circuito logo logo, não deixe de assistir mamãe!!

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Onda (Die Welle)

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Quando o professor Reiner invoca o 3º Reich como um exemplo para sua aula de autocracia; na verdade o exemplo fora dado por um aluno, imediatamente a classe rechaça a ideia alegando que isso são águas passadas. Uma das alunas diz que há uma "responsabilidade histórica" na Alemanha, piadas surgem e Hitler parece tão distante quanto uma viagem no tempo.

O que vem em seguida é uma incrível proposta didática. Sem prévio aviso, o professor cria uma simulação de modelo autocrático na sala de aula, elaborando junto com os alunos, uma espécie de sociedade que os próprios batizam de "Die Welle" (A Onda). Realmente, vivenciar aquilo que se quer ensinar é uma forma extremamente eficiente do ponto de vista didático. A coisa tem tudo para funcionar, o professor é o modelo ideal de ditador eufemístico, já que a classe o venera; ele usa camisetas do "The Clash", tem um estilo todo despojado, especialmente se comparado aos sizudos colegas, não há como não se "apaixonar" pelo professor Reiner, que na simulação da autocracia, agora tem de ser chamado "Herr Wender".

É assustadoramente simples como um regime autocrático, vestido com seus símbolos, gestos, site, adesivos, uniformes, padrões enfim, pode envolver uma multidão. Rapidamente a turma embarca nessa "Onda" que é vista singelamente como um agregador da comunidade. Aqueles alunos mais fragilizados pela aborrescência rapidamente se tornam fieis seguidores em especial. A escolar lista de características do regime, ditada pelos alunos no início da aula, termina invariavelmente se tornando prática comum nos dias que seguem a experiência e sem que os alunos se deem conta, passam a integrar seu dia a dia de maneira cada vez mais assustadora.

É aí que o problema começa: "A Onda" começa a tomar uma dimensão maior que o esperado e começa a ficar complicado controlar os fatos. É aqui que paro meu texto, pois você tem de ver o filme e não quero estragar a história, depois que você assistir a gente conversa sobre o final que é surpreendente. O filme é baseado em fatos reais.

Só quero completar dizendo que o filme é tão envolvente que eu tinha um compromisso que me esqueci completamente e precisei de alguns minutos após os créditos finais para voltar de verdade para a Mooca, São Paulo, SP, Brasil, 22 de outubro de 2009.
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domingo, 18 de outubro de 2009

Não precisa ter medo, eu estou aqui.

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Minha mãe me mandou esse post lindo sobre minha sobrinha Fernanda:


Crianças dizem cada uma que merecem nota. Eu estava sentada na cozinha, e a minha netinha de três anos, estava na mesma cozinha, quando de repente escutamos um barulho forte no outro aposento. Então de brincadeira eu fiz uma cara de assustada, ai  ela olhou para mim e correu na minha direção e atirou-se no meu colo, colocou os bracinhos em volta do meu pescoço e disse baixinho no meu ouvido: "NÃO PRECISA TER MEDO EU ESTOU AQUI COM VOCE". E assim ficou um tempinho me apertando fortemente, Depois se afastou um pouco e disse: "VEJA É DIA E ESTÁ TUDO CLARO NÃO PRECISA TER MEDO". 
Eu fiquei em estado de graça de Deus na sua infinita bondade haver me mandado esse serzinho de apenas 3 anos, que me ama incondicionalmente e ainda me proteje. 
Deus a abençoe por ela ser quem é. 

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Alice Candeias Ambrosini

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Beldades na oficina - Opala

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Ups, esse post está aqui, ó.
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