quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O filme "An Education", receita para sair do tédio.


Tive a grata satisfação de ser convidado para uma avant premiere de "An Education", um dos filmes (ouvi dizer) que será indicado ao Oscar de melhor filme e que perderá para Avatar de James Cameron... oh!! não era pra contar? Santa ingenuidade, Batman...

Educação acontece na fria, tediosa, melancólica, preconceituosa Inglaterra de 1962 (muito bem fotografada por sinal). Uma família de classe média cujo pai dedica o "pouco que ganha" (ele é super exagerado) à meta de colocar a filha Jenny (absolutamente linda, atualmente trabalhando num montão de novos filmes, ela vai dar o que falar) de 16 anos na universidade de Oxford.

O pai deixa ela tocar violoncelo, mas é só para fazer parte da orquestra e parecer social.
Bem, a moça conhece um playboy que facilmente convence os pais de que ela pode sair com ele para os mais diversos passeios, o cara tem uma lábia impressionante... ela fica fascinada com uma vida que jamais havia experimentado, concertos, jazz, festas, compras.. tudo parece lindo até que...

Até que você assiste o filme, não perca.
Aqui
tem tudo o que você precisa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Os homens que olhavam as cabras

Imagine alguém capaz de matar uma pobre e simpática cabra (a do cartaz do filme) só com o olhar.
Logo no início há um comentário a sério de George Clooney: "The Silence of Goats", em referência ao "The Silence of Lambs". O comentário é apenas um trocadilho, uma piadinha que dá o tom a esse filme cheio de grandes atores, cheio de ironias e críticas escondidas ao governo Bush.

A ideia é bem interessante, Ewan McGregor, que fica ótimo em papeis onde ele mostra fragilidade (não percam I Love You Philip Morris com Jim Carrey e Rodrigo Santoro), é um reporter que levou um chute da namorada. Faz o que "todos os cornos fazem", vai para a guerra que no caso, é o Iraque de Bush em busca de uma grande história. Lá encontra George Clooney, um ex-combatente que se intitula "Jedi" (isso mesmo, lembra de Star Wars?) e fez parte de um grupo de soldados que usavam poderes paranormais.

Ele acha a história super interessante e aqui começa o filme.

Confesso que me enchi um pouco o saco na metade e isso não melhorou até o final, assista para me contar se sou um insensível incapaz de perceber a riqueza das ironias do filme, quem sabe eu melhoro? Ah, só consegui uma cópia horrenda feita com uma câmera, até aparece um cara andando na frente da tela no meio do filme.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O arquétipo do Amor em "Cerejeiras em Flor"

Mais uma vez o cinema me emociona. Dessa vez assisti "Cerejeiras em Flor", que inclusive estava na 33ª Mostra de Cinema aqui na Motoboyópolis.

Sim, chorei sim, e daí? Não perca por esperar, você chorará também ao ver (pela enésima vez) uma inesquecível maneira de como pode ser apresentado a meros mortais como nós, o mais belo dos sentimentos: o Amor.

O filme nos mostra que por mais tarde que pareça, há tempo para mostrar a alguém o quanto o(a)a amamos.
O diretor o faz pegando carona numa linda homenagem ao Japão, com seu Monte Fuji, as cerejeiras em flor do título e a dança Butoh, que era a grande paixão da protagonista... não posso falar muito mais, já que qualquer detalhe a mais sobre a estória irá estragar a surpresa. Vá ao cinema ou pegue o filme aqui e a legenda aqui, chore, arrepie-se e seja feliz.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avatar no IMAX

Sim, na primeira vez cometi o erro de assistir o filme em uma tela comum, qual é a pena? É a de apenas ter assistido o filme no cinema.
Na segunda vez fui no IMAX. Qual a diferença? Ver Avatar de James Cameron no IMAX em 3D é literalmente fazer parte do filme.

A sensação de estar realmente dentro de várias cenas torna a experiência Avatar, em algo único.

Sim, o filme tem vários clichês, mas como retratar o mundo do "eu gostaria que o mundo fosse assim" sem clichês? Como esperar que um pai chefe de tribo, às portas da morte faça alguma coisa muito mais inovadora de entregar seu velho arco guerreiro a sua filha para que ela continue o legado da família e da raça? Por que é clichê um grupo de pessoas se reunir para rezar para que alguém se recupere de uma doença? Por que é clichê um cara ter ciúmes da namorada quando chegar um bonitão novo no pedaço? Essas coisas não acontecem o tempo todo na vida da gente?

Afinal o que é a vida senão um grande clichê? Os pais não vão ver os filhos na apresentação da escola? As famílias não se reunem para a festa de Natal? As pessoas não se casam na igreja? Algumas pessoas não estão apenas interessadas na grana enquanto outras querem preservar a natureza?

Tudo ao nosso redor é um grande clichê, então por que criticar um filme que viaja saudavelmente por vários deles? Avatar me levou para uma viagem sublime por um mundo imaginado por alguém que criou um mundo super bacana e retratou isso com um realismo inédito.

Agora, nem pense em perder a chance de assistir o filme no IMAX, nem pense nisso.

Ah, minha São Silvestre...


Sim, é verdade. Posso contar pra todo mundo que participei da São Silvestre. De cara posso dizer que acho essencial que a organização acrescente um importante item ao quase completo kit que é entregue ao final da corrida: uma bengala. Ela é essencial para você conseguir se arrastar até o carro após os 15km da corrida.

Imagine 22.000 (vinte e duas mil) pessoas, todas correndo na mesma direção, imagine correr por aqueles lugares de nossa querida cidade, onde normalmente você só passa de carro e nem olha pra cima, imagine milhares de espectadores fazendo tchauzinho, rindo, cumprimentando, incentivando e até jogando água de mangueira pra esfriar as cabeças mais aquecidas pelo sol. Imagine gente correndo de fraldas, vestido de noiva, de Batman, de fada, de Fred Flintstone (com o carro e tudo), de torre de alta tensão (isso mesmo), imagine tudo isso no trigésimo primeiro dia de dezembro, no tricentésimo sexagésimo quinto dia do ano, logo antes da festa da virada, imagine mil placas, faixas e cartazes, com todos os tipos de mensagens que vão desde o "mãe olha eu aqui" até o "abaixo do congresso nacional!" e tudo mais o que você puder imaginar. Pessoas sozinhas, acompanhadas, em equipes, em grupos, em hordas, em trupes, todas juntas participando a 85ª edição da corrida de rua mais tradicional que a cidade proporciona.

Eu nunca tinha corrido 15km antes, meu máximo era o clássico 10k. Fiquei impressionado como a distância se encurta quando você está mergulhado no cenário descrito no parágrafo anterior. A energia da galera simplesmente te carrega até a faixa final, na avenida Paulista.

Depois vem as dores nos pés, as tremedeiras nas pernas, mas tudo isso sem dúvida vale a pena.

Minha classificação foi 11.000, ou seja, fiquei bem na média geral, o que ao meu ver é uma vitória. Corri os 15km em 1h:47". O Alê é uma estória a parte, ele ficou pelos 5000, fazendo a corrida em 1h:27"!!

Veja aqui as fotos que eu tirei com o celular durante a corrida.