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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fretados e lotados


O Alê tem razão, os fretados fazem uma zona danada no centro expandido. Os bolsões fariam as pessoas aderirem ao transporte coletivo. O sindicato dos fretados diz que o pessoal que usa fretado vai passar a vir trabalhar de carro, você acha alguém que mora em Santos, ou Campinas, ou Osasco e pega um fretado pra vir dormindo gostosinho vai passar a pegar o carro só porque o busão vai parar na Barra Funda pra ele pegar um metrô? Acho improvável.
Mas, por outro lado ninguém aguenta entrar espremido que nem risoto, nada contra os trens e estações do metrô, mas a quantidade de pessoas que tem nessa cidade simplesmente torna o passeio um inferno.
No exterior, gente rica pega ônibus, metrô, vaporetto, sem reclamar e ainda acha lindo e tira fotos, mas aqui não é mole.
Já pensou que bacana uma daquelas linhas de trem devagar-quase-parando que liga itaquera ao centro, povoadas por uma linha de metrô direto até a Luz, só com uma parada no Tatuapé? Tudo bem, os caras estão trabalhando, mas não dá pra ir mais rápido?
Tem espaço sobrando pra trem de alta velocidade fazer São Paulo - Rio, não é? Na Itália você sai de Milão e em menos de duas horas está em Veneza num trem que anda a mais de 200km/h.
É como os governadores ladrões que esperam julgamento que talvez saia só quando o cara terminar o mandato. Por que aqui tudo tem de ser tão lento?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Motoristas e barbeiros


Como posso ficar reclamando que o motorista da lotação dirige mal... se enquanto o piloto americano foi capaz não só de perceber que uma pomba-rola-rajadinha tinha entrado no motor do avião, mas também de pousar com segurança no rio Hudson salvando a vida da galera inteira, por aqui o piloto (ainda não sei se é brasileiro ou boliviano, que dúvida), não percebeu que a turbina inteira simplesmente se soltou e caiu sobre umas meras doze casas lá embaixo e foi embora pra Bogotá daquele jeito mesmo...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Lotação em alta


Nas minhas idas e vindas para o trabalho, alterno bicicleta, corrida e lotação. Esta última é uma oportunidade para ler um pouco, mas naquele dia estava impossível. A lotação era conduzida em alta velocidade e entre curvas vertiginosas, acelerações e freadas violentas, os passageiros se acotovelavam entre resmungos, ais e uis. Contei ao menos três semáforos vermelhos entre muitas buzinadas dos outros motoristas que indignados, manifestavam seu protesto contra o condutor que ignorava tudo e acelerava mais fundo. Uma moça se desequilibrava, uma senhora rezava, um senhor resmungava, um rapaz ria e minha volta para casa parecia uma interminável corrida enquanto eu tentava imaginar de onde o motorista tirava tanto desrespeito e imprudência.
A violenta freada ao chegamos no largo do terminal Bresser colocou-me diante de uma situação inédita: No centro do largo havia um multidão rodeando uma espécie de cadafalso. Sobre ele, um homem corpulento com um capuz negro envolvia o pescoço de um senhor com uma corda que pendia de cima. Imediatamente o motorista gritou: "PAPAI!!" enquanto corria na direção do cadafalso; o velho virava a cabeça e gritava "MEU FILHO!"... e então finalmente compreendi e pensei... bem, correr desse jeito para tirar o pai da forca, tá valendo...

Adeus a Roberto Simon

  Cemitério Israelita do Butantã - um lindo lugar. Fui até o cemitério hoje me despedir de meu amigo Roberto Simon. Fazia um bom tempo que e...