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terça-feira, 1 de setembro de 2009

A equipe que deu certo

Em 1998, eu participava ativamente do cenário de campeonatos de parapente no Brasil, estava entre os 5 do ranking nacional (se não me engano). A equipe gaucha arrasava com um time muito bom e muita organização. Fazer a equipe Paulista funcionar foi só questão de organizar as coisas.
Em briefings com os pilotos discutíamos quais tinham sido as conquistas do dia, erros e acertos de cada um. Esclarecíamos dúvidas, levantávamos curiosidades. Bolávamos estratégias de uso do rádio. Intensa contribuição de Arthur Lewis, André Abrantes, Rodrigo Guerrero, Jerome Negre, Fernando Abrantes, Alexandre Santos, o Alfredo Milano... O Washington Peruchi e o Albertinho eram preazinhos ainda... Era um time da pesada, foi um tempo de grande progresso para os parapente. O resultado foi evidente, a equipe Paulista se destacou colocando um expressivo número de pilotos no gol.
No tradicionalíssimo campeonato Brasileiro em Governador Valadares, criei esse desenho que imprimimos nas camisetas. Todos os paulistas usavam e eu cheguei a fazer o desenho da bandeira do estado na careca.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Porrada em nome de Jesus

A notícia que li hoje em um site conhecido sobre a nova atividade que o pessoal de uma determinada igreja resolveu promover me fez logo de cara, pensar "onde é que vamos parar?". Mas aí pensei melhor e comecei até a achar que eles acertaram na conta.

Essa igreja resolveu organizar um ringue de vale-tudo para atrair fieis. Claro, melhor que dizer o padre-nosso é socar o nosso-irmão e as multidões se dirigem para lá.

Nenhuma novidade, as bandas de rock estão lá fazendo o maior som ao lado do púlpito, o celebrador, seja padre, bispo, frei, pregador, pai-de-santo ou o que você achar mais bacaninha, está lá também, com a bíblia na mão, com o microfone na mão, com a guitarra na mão e agora com as luvas de box nas mãos também. E por que haveria de ser diferente? Qual o sentido de toda verborragia eclesiástica? Passamos o final de ano numa pousada no Espírito Santo e o dono nos comentou: "puxa, que legal ver vocês novamente aqui, lembra do Zé, aquele que vivia de cara cheia e batia na mulhé? Pois é, olha ele lá trabalhando... entrou pra igreja, largou a cachaça e agora parece uma máquina, a mulhé dele ri a toa."
Missão cumprida! Seja cantando, dançando ou lutando; em nome do pai, do filho ou do espírito santo, ou de quem quer que seja, o cabra largou a bandalheira e virou um carola trabalhador.

Quer melhor que isso?

Melhor que isso é só essas igrejas cuidarem da manutenção de seus telhados para que estes parem de ruir sobre as cabeças dos coitados lá embaixo.

Adeus a Roberto Simon

  Cemitério Israelita do Butantã - um lindo lugar. Fui até o cemitério hoje me despedir de meu amigo Roberto Simon. Fazia um bom tempo que e...