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sábado, 10 de outubro de 2009

Inglorious Basterds - Tarantino Antropófago


Tarantino faz valer o manifesto antropofágico de Oswald de Andrade em seu "Bastardos Inglórios". Desde a trilha que usa temas de filmes antigos como o western "Alamo", passando por "Pour Elise" de Beethoven até a incrível semelhança do tenente Aldo Reine incorporado por Brad Pit comm Marlon Brando em "O poderoso chefão", passando pela cartaz muito parecido com o de "Nascido para matar" de Kubrick.

Também é inegável a semelhança da afetação de "Tio Adolf" (como Aldo chama a Adolf Hitler), que nos remete diretamente a Charlie Chapplin em "O grande ditador".

Claro, os mais atentos que eu, irão encontrar mais um sem-número de lugares comuns entre o mundo do cinema e a nova obra do mestre e isso não tem nada de errado não, muito pelo contrário, na minha humilde opinião, o mundo da arte é um constante reaproveitamento, uma infinita releitura de tudo de bom que alguém idealizou um dia, não é assim que vivemos nosso dia a dia?

Tarantino arrasa mais uma vez em um filme divertidíssimo e nos mostra que no cinema há espaço para recriarmos a realidade da forma que gostaríamos que ela tivesse realmente sido. Veja o trailer do filme e vá correndo assistir e é claro, no Kinoplex 6 com seu incrível somTHX do Lucas Arts.




Ah, e falando em Tarantino, outro vídeo imperdível é a discussão "filosófica" entre Selton Melo e Seu Jorge, "Tarantino's Mind".

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Deixa ela entrar

As semelhanças com "ensaio sobre a cegueira" não vão além do poster que serviu de inspiração para o filme sueco "Deixa ela entrar - Let the right one in".

Bem, que posso dizer? que amei o filme? que é espetacular? Assista para ver!
Tudo bem, tem vampiro no filme, mas não é um "filme de vampiro", o vampirismo é só uma desculpa, uma metáfora pra mostrar algo que vai muito além, que tem a ver com a solidão e a busca pela felicidade, pelo amor, pelo carinho.
O filme é poético, é belo, é cativante, tem cenas espetaculares, como a da auto-combustão de uma mulher, simplesmente imperdível.

O filme é antropofágico, resume aquele conceito de que por mais que pareça altruista uma relação, não há como o ser humano ir além de si mesmo. É a nós mesmos que queremos salvar, dá pra sair gritando isso por aí após assistir o maravilhoso envolvimento de um garoto comum, com pais meio ausentes e uma menina solitária, que por acaso do destino também é vampira. É um jogo de descobertas, de perdão, de compreensão, de amor.

Tem também uma coisa com o sangue, tão nojento e tão lindo ao mesmo tempo, é um paradoxo sanguíneo!
Ah, não está em cartaz ainda no cinema? Azar seu! Quem manda não ter um DIVX player em casa?

Adeus a Roberto Simon

  Cemitério Israelita do Butantã - um lindo lugar. Fui até o cemitério hoje me despedir de meu amigo Roberto Simon. Fazia um bom tempo que e...