Terminei de ler o novo livro de John Boyne, autor de sete outros romances, e dentre eles, "O menino do pijama listrado", que deu origem ao delicioso filme de 2008.
O livro foi um grato presente de minha mãe pelo meu aniversário e não poderia ter sido melhor. Trata da incrível aventura de John Jacob Turnstyle que embarcou no navio da marinha inglesa Bounty em 1754 (acho que foi isso) para participar de uma aventura espetacular ao redor do mundo.
O navio, que estava sob o comando do capitão Willian Bligh (de verdade), sofreu um dos mais famosos motins da história.
O livro é uma saga, uma mega aventura que transformada em filme, quem sabe um dia, dará o que falar. Turnstyle, apelidado de Tutu pela tripulação, é um rapaz de 14 anos que troca a prisão por roubo de um relógio, por um trabalho que ele nem imagina qual seria até estar efetivamente dentro do navio: Ajudante do Capitão para uma viagem de Londres até o Taiti ida e volta.
Não dá para parar de ler antes do final da última página. Um livro deliciosamente escrito, que prende a atenção do início ao fim. Confesso que fiquei meio desconfiado quando vi que a capa seguia o mesmo padrão de listras do livro anterior que fez tanto sucesso... logo imaginei "Ah, uma forma de garantir as vendas...".. bem, não é necessário, John Boyne nos brinda com uma história eletrizante do início ao fim. É um livro de quase 500 páginas que nem por um instante perde sua força inicial.
Leia! E se não leu o livro anterior, leia também, e se não viu o filme, veja também! Ok, vou quebrar seu galho... aqui estão as legendas.
Uma torneirinha de escape para o maravilhoso e o aterrorizante do dia a dia de um cidadão do mundo, pai, voador, empresário, psicanalista, que gosta demais de escrever. Silvio Ambrosini é conhecido pelos amigos como Sivuca, é autor dos livros publicados "Ventomania - Uma Vida Voando" e "Voando de Parapente" A venda em https://ventomania.com.br. Aproveite para visitar meu instagram em @sivukus
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Mais aventuras juvenis
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Aprender a manobrar o caminhão não foi difícil, afinal meu primo e meu tio faziam justamente este trabalho e quando eu saia com eles, muitas vezes treinava manobras. Foi meu primo Alexandre que me ensinou as técnicas para mudas as marchas no câmbio não-sincronizado, que exigia que as mudanças fossem feitas "no tempo", caso contrário a marcha simplesmente não entrava e ainda arranhava horrivelmente. Ele também me ensinou a dar ré com a carreta conectada, vocês não imaginam como é complicado, afinal é preciso virar o volante pro lado contrário daquele que você quer ir.
Arrumei um trabalho para transportar conteiners nas estações de trem e comecei a me divertir.
O trabalho era assim: eu ia até uma estação de trem, pegava um conteiner vazio e rumava até uma empresa para carrega-lo com alguma mercadoria. Naquele dia o conteiner foi enchido de rodas de alumínio para automóveis.
Depois de cheio, levava o conteiner para outra estação de trem, ele passava por uma inspeção visual e deixava-o lá. Missão cumprida, na época um serviço destes dentro da área de Los Angeles pagava cerca de 70 dólares. Era meio solitário, mas durante o dia muitas vezes encontrava amigos nas estações de trem. A vantagem era que ninguém falava português e eu podia treinar meu ingrêis o tempo todo; e é lógico, matracava o mais que podia.
Ao sair (delicadamente) do "dock", que é o lugar onde encostava o caminhão para carregar, enganchei a porta traseira na porta de aço da garagem... o resultado começou a se revelar num barulho distante e só fui constatar a extensão dos danos quando desci e fui lá olhar o que tinha
acontecido.Eu literalmente arranquei os trilhos da porta de aço da parede, e a porta do conteiner ficou pendurada por apenas uma dobradiça... as outras duas se romperam com a porrada.
Foi um desespero, afinal aquilo poderia significar um problema muito grande naquele raio de país estranho.
Pedi ajuda ao encarregado que se limitou a tirar fotografias com uma polaroid.
Com uma corda que eu tinha, consegui prender a porta meio pendurada e rumei para o estacionamento do caminhão, já que eu sabia que o mecânico poderia me ajudar com algum milagre.
A jogada agora era consertar a porta. Fechamo-la e soldamos as dobradiças quebradas disfançando-as com graxa. A técnica foi levar o conteiner minutos antes da "troca da guarda", assim o cara que fosse inspecionar o conteiner já ia estar cansadão e não ia notar que o bicho tinha sido quase-totalmente-semi-destruido.
E deu certo?
Sim, deu tudo certo, o cara estava bocejando quando eu cheguei, olhou de longe colocou um visto e eu nunca mais vi o conteiner.
E a porta da empresa?
Ah, isso é outra história...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Aventuras juvenis
Em 1990, juntei as tralhas e fui para os EUA fazer a "viagem de minha vida". A foto acima dá uma ideia do que aconteceu. Sou, aliás, fui o motorista deste caminhão durante um ano inteiro. Convido você a visitar no meu álbum de fotos, uma série de imagens com detalhes sobre esta grande aventura, é só clicar aqui.
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