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domingo, 20 de maio de 2012

Guerra dos Tronos, brincadeira de adultos

Terminei de ler o terceiro livro da saga de George R.R. Martin, foram 1180 páginas que me mantiveram grudado na leitura até o índice.

E mais, li a íntegra em formato digital no meu Tablet Coby Kyros. Quando comprei a versão digital, imaginei que não fosse conseguir, afinal livros são feitos de papel. Engano! A leitura do livro digital é muito mais agradável do que eu imaginava. O livro não pesa, é muito mais fácil mudar páginas, não existem problemas de iluminação, tem busca, marcador de quantas páginas você quiser, enfim... estamos modernos.

Tecnologia a parte, a estória se passa em um reino medieval e imaginário, no equivalente a idade média. Intriga, inveja, violência, sexo, morte, sangue, porra, vômito, e todos os outros fluidos que você imaginar, derramam-se sem timidez nas intensas páginas da obra, isso sem falar na ironia que torna história deliciosamente apimentada. Ah, aproveitando, aí vai uma estorinha que é contada no primeiro livro:
Conta-se que o Aço Valiriano é de um poder de corte inigualável, normalmente utilizado para a confecção de espadas capazes de partir um homem ao meio. Um dia, um homem ganhou uma navalha feita de aço valiriano e na primeira barba, descuidou-se e terminou degolado... sua cabeça rolou pelo chão com olhos arregalados e foi parar ao lado da porta até que sua esposa ao entrar no banheiro deu com a cabeça do marido olhando para ela...

São vários personagens, interligados das mais variadas formas, um vilão torna-se mocinho e o mocinho vira vilão de uma maneira imprevisível, o que torna sua cumplicidade ora com o bem, ora com o mal, um fato inevitável.
O real convive com o fantástico desmistificando-o. Há monstros "Além-da-Muralha" de verdade, os dragões já morreram a milhares de anos, porém três deles acabam de nascer e estão prontos para surpreender a todos. Os Stark de Winterfell possuem Lobos Gigantes e os bichos são absurdamente grandes mesmo.

A inteligência da obra divide cada capítulo dedicado a um personagem específico, desta forma, a trama corre em vários locais e tempos incertos simultaneamente. Personagens pouco expressivos em um livro, tornam-se pessoas interessantíssimas no próximo, num jogo de traição e desespero pela sobrevivência só comparável as obras de maior qualidade que conhecemos.
Nada de ficar com raiva de decisões estúpidas dos personagens, como estamos acostumados a ver acontecer o tempo todo, aqui os caras decidem com sobriedade e sensatez, cada um na sua medida, mas ninguém o faz querendo agradar o público, os personagens estão realmente vivendo a trama em sua totalidade. Adoro o Tyrion Lannister.

A coisa é tão boa que a HBO criou uma série imperdível que precisa também ser acompanhada paralelamente, mas de forma alguma isso deve servir de desculpa para você não ler os livros.

Estou desesperado, o quarto livro só chega em formato digital no segundo semestre, preciso saber o que vai acontecer! Corra, corra!! Compre o primeiro livro e começe a ler imediatamente, é uma ordem!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Saindo da jaula


O tigre branco é um animal pecularíssimo, se tem um bicho com presença de palco é esse aí, né? Supostamente dono de qualidades inigualáveis, o tigre branco é uma espécie de rei da natureza com menos alarde que o sr. leão.
No livro de Aravind Adiga, o momento que ele vê um bicho destes na jaula do zoológico, caminhando mecanicamente de uma ponta a outra vezes sem fim é decisivo em sua vida. Não posso continuar sendo um tigre branco preso numa jaula.
Gostei demais do romance Tigre Branco, justamente porque muita gente pensa que é um bicho desses, com toda sua glória, toda sua imponência, porém raros são aqueles que não estão presos em uma jaula. O livro trata de como um tigre branco como Munna, o protagonista, saiu de sua jaula. Se fosse só isso já valia a pena, mas isto acontece numa India pouco divulgada... talvez ultimamente um pouquinhozinho mais depois que "Quem quer ser um milionário" levou o oscar pra casa, sem contar na novela da grobo "Caminhos da India", mas ainda longe da crueza e da riqueza de detalhes do submundo indiano que o livro trata. Imperdível.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

E não é que o livro vende?


Estou particularmente feliz com o sucesso de meu livro, a cada dia que passa mais livros são vendidos. Tudo bem, concordo com você, eu ganho minha parte, afinal escrevi o livro e deu um trabalho danado, não é mesmo? Mas isso é só um detalhe, o que conta mesmo é a possibilidade de transmitir tudo o que levei tanto tempo para aprender, para os pilotos que hoje em dia aprendem tão rápido.
Divulgar o que sei através de meu livro é um prazer muito grande, é como olhar seu filho crescer, é como olhar sua casa se encher de amigos, é como constatar que sua vida não se resume ao mero minuto que passa e sim que ela pode se projetar para frente, para um futuro que pode ir muito além deste mero minuto que levo para escrever este texto.

Adeus a Roberto Simon

  Cemitério Israelita do Butantã - um lindo lugar. Fui até o cemitério hoje me despedir de meu amigo Roberto Simon. Fazia um bom tempo que e...