quinta-feira, 7 de maio de 2009

O simples é tão bom...


Uma coisa muito deliciosa é fazer um "prego" de parapente.
Prego é quando você simplesmente decola e vai direto pro pouso, sem ganhar altura ou conseguir arrumar um jeito de ficar mais tempo voando. Acontece quando não tem vento, ou quando não existe atividade térmica que provoque ascendentes.
O prego é um mega-teleférico, o mínimo do máximo, um voo ridiculamente tranquilo onde você pode fechar os olhos, abrir braços e pernas, fingir de morto, tirar fotos, tomar água num copo, enfim... fazer quase qualquer coisa.

Muita gente pousa reclamando: "bah... fiz um prego". Que desperdício, não é mesmo? É como reclamar de uma praia sem ondas, ou do sol queimando a pele deitado ao lado de uma piscina, ou do vapor de uma sauna, de um sorriso no café da manhã, de uma flor boba amarelando o jardim, ou de um simples copo d'água.

As vezes é tão difícil conseguir o máximo, que tal se começássemos valorizando o mínimo?

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