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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Séries favoritas: Dexter

Dexter simplesmente arrebenta, um serial killer bonzinho, vejam só...

Tudo bem, americanos não sabem nada sobre psicanálise, mas vale a pena abraçar a loucura de Dexter. Ele se esforça para tentar entender o motivo de não ter sentimentos e para isso precisa permanecer vivo e para isso, precisa viver como uma pessoa normal e faz o máximo para que tudo dê certo.

Porém Dexter também não pode ficar sem matar. A bobagem do trauma de infância à parte, Dexter precisa exercitar seu desejo incontrolável de arrancar vidas. Para tanto, a série volta no tempo e conta como seu pai adotivo, ao perceber que o filho estava num caminho sem volta, resolve "treinar" o bad-boy para fazer direito e cria uma espécie de código: Dexter só mata gente malvada, muito malvada.

Dexter é a uma grande punheta, mas como todas, vale a pena. É divertido, irônico e principalmente emocionante.

A última temporada que vai começar agora no Brasil tem John Litgow arrebentando como um novo desafio para Dexter, não percam, vai começar dia 23. Eu já assisti, estou doido pra acompanhar a quinta temporada que vai começar nos EUA, mas agora não vai dar pra assistir tudo de uma vez... que remédio?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A dura realidade alemã - A fita branca

A fita branca é de uma beleza difícil de explicar. Há uma cena onde um menino pergunta para a irmã mais velha, o significado de "morrer". O diálogo, as cores (refiro-me a luz e sombras, já que o filme é P&B), os movimentos, os silêncios, tudo me levou para um dos mais belos momentos do cinema que já vi.

Diante de filmes como esse, quase sinto dor quando alguém me reclama do fato de um filme ser filmado em preto e branco. Como reproduzir as emoções represadas das pessoas de uma aldeia alemã em 1913 em cores? Não há nada mais preciso que descrever vidas em preto e branco que suprimindo suas cores na tela do cinema.

Há grandes esperas, com momentos de silêncio onde pequenos rituais acontecem à distância, como que buscando uma privacidade até da câmera. Há violência num simples olhar, num comentário, na dor escondida e cultuada pela pressão social. Tudo maravilhosamente retratado.

Há o barão e a baronesa, o pastor, o professor (que narra o filme em off depois de velho), as crianças, a babá frustrada, os amores contidos, o desprezo pela pessoa humana, e também há um criminoso na vila, quem será? Todos parecem se sentir culpados de alguma forma.

A Fita Branca ganhou nada mais nada menos que a Palma de Ouro no Festival de Cannes, é P&B e daí?

Imperdível, e vou ser super legal com você dando o link para o filme com legendas em português já sincronizadas aqui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cumplicidade velada em "É proibido fumar"


É muito interessante a relação entre Baby e Max, os protagonistas. Ambos adoram música, são vizinhos e iniciam um relacionamento. Ela fuma quenem chaminé é uma paciente professora de violão, com alunos desafinados, ele é hiperdescolado, toca samba em uma churrascaria, chama Baby de "cara", ambos fumam maconha juntos, mas ele pede para ela "ir fumar lá fora".

Até aí tudo normal, até o acidental assassinato provocado por Baby que foge da cena. A morta em questão é a pentelha da "Ex" de Max.

Ela mantém a situação em segredo, mas ele é suavemente extorquido pelo porteiro do prédio "seu Chico" que quer voltar pra Bahia e tem a seu favor a fita de vídeo que mostra o momento do acidente-crime. Max não conta o que houve e pede 10 mil para pagar uma "dívida de jogo".

Cada um tem um segredo, cada um quer proteger e quer proteção. Um filme muito interessante, com boas atuações. Gosto muito do Paulo Miklos que é além do fato de ser um velho componente da banda Titãs, é um ator que não sofreu influências do modelo-globo que tanto faz para afundar o cinema nacional, como por exemplo na ridícula cena das mulheres dançando.
Sim, vale a pena assistir. Nos cinemas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sapatada rende três anos no xadrez


Fiquei extasiado ao ver a cena de alguns meses atrás quando um jornalista iraquiano chamou baby Bush de cachorro (equivalente ao filhodaputa brasileiro ou coisa pior) e atirou-lhe os sapatos na cara. Pena que a velocidade do projétil foi insuficiente e o presidente mais impopular da história desviou a tempo, mas o gesto e aquilo que ele significou ficarão para a história.

Não há como negar, o mundo inteiro adorou e teve até quem criou games como o da foto.
Hoje, o jornalista Muntazer al Zaid recebeu sua sentença, sendo condenado a três anos atrás das grades.
Bem, cadeia deve ser uma merda de qualquer modo, mas considerando o tamanho da causa e a popularidade que ele vai ter no xilindró... até que não parece tão terrível assim.
Que Alá o proteja agora e sempre!!

Adeus a Roberto Simon

  Cemitério Israelita do Butantã - um lindo lugar. Fui até o cemitério hoje me despedir de meu amigo Roberto Simon. Fazia um bom tempo que e...