sexta-feira, 12 de junho de 2009

Elogio da Madrasta

Acabo de ler mais esta obra do Mario Vargas Llosa. Um livro curto, com páginas impressas em papel grosso e letras grandes, isto faz com que a leitura termine em prazo recorde... a sensação é parecida com a de comer o queijo parmesão que eu comprei em Parma, a cada pedaço, dá vontade de chorar já que isto significa que o queijo está diminuindo de tamanho e logo ele chegará ao fim.

O livro então, lembra o queijo já que é uma envolvente trama erótica que narra o relacionamento entre Lucrécia (a madrasta no caso), seu marido Don Rigoberto e seu filho Fonchito. Tudo vai muito bem obrigado e o medo de que a relação não dê certo por conta de eventuais atritos com o enteado se dissipam quando Lucrécia vê que Fonchito a adora.
O problema é que gradualmente ela vai percebendo que o menino a adora demais da conta e momentos de tensão erótica tornam a estória deliciosa de se ler.
Os capítulos são entremeados por fábulas mitológicas diretamente relacionadas ao assunto principal, o que torna a leitura ainda mais imprescindível.
O impressionante talento literário do autor flui como líquido. Não perca!

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