quinta-feira, 9 de abril de 2009

Arretado na vila Guilherme


Ontem foi a vez de conhecermos o restaurante Mocotó. Uma grata surpresa, já que como se trata de comida nordestina, associei os fatos; academia ao final da tarde e comida pesada a noite... tinha medo que o rango caisse como pedra. Ledo engano, apesar de batizados com nomes assustadores para os "gringos", o Atolado de Bode e o Baião de dois cairam como plumas. Uma festa de sabores caprichados e muito suaves como beijos de menina. A carne do cabrito (não, não é bode de verdade) soltava-se delicadamente como se não tivesse nenhum compromisso com o osso que sobrava no prato. Pequenas cebolas e tomatinhos brindavam o conjunto com pontos de exclamação e completavam o prato dando o toque sofisticado.

Comemos também um caldo de Mocofava, uma mistura de caldo de mocotó com.... Favas!! e também uma porçãozinha de Feijão de corda... juro que procurei essa tal corda, mas não encontrei. O que torna tudo especial como fim de semana no playcenter aos dez anos de idade é o fato da casa proporcionar porções de até quatro tamanhos, indo do mini ao grande. Só isto já seria suficiente, mas a qualidade do atendimento do garçon Marlon, um dos melhores que vi nos últimos tempos deixou-me boquiaberto.

Marlon é mineiro de Muriaé, morou em Itabuna, Rio, Sampa e mais um monte de lugares. Sua experiência de vida se traduz numa enorme habilidade em lidar com os desajeitados "turistas" da casa, oferencendo-se para ajudar e sugerindo o tamanho exato dos pratos para que possamos experimentar uma boa parte do que a casa oferece.

O sorvete de rapadura com calda de Catuaba (aquela das mulheres peladas) foi cortesia da casa, sem contar os bebericos de um licor de baunilha de fabricação interna. Terminamos com o pudim de tapioca com calda de coco queimado e o cafezinho coado.

De quebra há um cardápio de centenas de cachaças diferentes.
Quem movimenta a cozinha é o chef Rodrigo Oliveira.

Um lugar perfeito para levar seus amigos gringos que querem conhecer as iguarias do nordeste e mais perfeito ainda para você ir lá sempre.

Um comentário:

João Guy Almeida disse...

Falar em comida Nordestina, não pode esquecer do Feijão Verde no Mih Lig em Fortaleza. rsrsrsrs
Cláudio Consolo que o diga...!!!!!